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  • Por: Dr. Itamar
  • 12/07/2025

Descubra as principais causas do desgaste no joelho

Caminhar era algo natural. Subir escadas, agachar para pegar um objeto no chão ou até fazer uma caminhada ao final do dia fazia parte da rotina. Com o tempo, no entanto, essas atividades começaram a incomodar. Primeiro veio aquela rigidez no joelho pela manhã. Depois, dores mais intensas ao final do dia. 

Com o passar dos meses, os incômodos se tornaram constantes e começaram a limitar até os movimentos mais simples, um possível sinal de desgaste do joelho, condição cada vez mais comum, especialmente entre pessoas acima dos 40 anos.

A perda progressiva da mobilidade articular nem sempre é percebida logo no início, mas pode indicar que a cartilagem do joelho está se deteriorando aos poucos. Ignorar esses sinais pode comprometer a qualidade de vida e dificultar o tratamento.

Neste artigo, você vai entender por que o desgaste do joelho acontece, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento mais eficazes, tanto para aliviar os sintomas quanto para proteger a articulação a longo prazo.

O que é o desgaste do joelho?

O desgaste do joelho é uma forma comum de se referir à osteoartrite, também conhecida como artrose do joelho, uma doença degenerativa que afeta a cartilagem articular. Essa cartilagem funciona como um amortecedor natural, cobrindo as extremidades dos ossos e permitindo que o joelho se movimente com suavidade e sem atrito. Com o tempo, no entanto, ela pode se deteriorar, fazendo com que os ossos comecem a se tocar, o que gera dor, rigidez, inchaço e até deformidade da articulação.

A osteoartrite do joelho pode surgir como parte do processo natural de envelhecimento, mas também pode ser acelerada por fatores como sobrepeso, lesões anteriores, desalinhamentos nos membros inferiores, atividades de impacto e predisposição genética. É uma condição progressiva e, se não for tratada adequadamente, pode limitar os movimentos e comprometer significativamente a qualidade de vida do paciente.

Causas do desgaste do joelho

O desgaste da cartilagem do joelho pode ter múltiplas causas, e é geralmente resultado da combinação de fatores mecânicos, genéticos e inflamatórios. Os principais incluem:

  • Envelhecimento natural: com o passar dos anos, a capacidade de regeneração da cartilagem diminui.
     

  • Sobrecarga articular: pessoas com sobrepeso ou obesidade colocam mais pressão sobre os joelhos, acelerando o desgaste.
     

  • Atividades repetitivas: esportes de impacto, trabalhos que exigem esforço físico repetitivo ou ajoelhamento frequente aumentam o risco.
     

  • Lesões anteriores: entorses, fraturas ou cirurgias mal cicatrizadas podem comprometer a biomecânica do joelho.
     

  • Desalinhamentos: alterações como joelho valgo (para dentro) ou varo (para fora) distribuem mal a carga articular.
     

  • Predisposição genética: pessoas com histórico familiar de artrose têm maior propensão ao desgaste precoce.
     

A combinação desses fatores causa um processo degenerativo progressivo na cartilagem, que pode afetar uma ou mais regiões do joelho: compartimento medial (interno), lateral (externo) ou patelofemoral (entre a patela e o fêmur).

Leia também: Lesão no ligamento cruzado anterior: como identificar e tratar

Quais são os sintomas do desgaste do joelho?

O desgaste do joelho pode evoluir lentamente ao longo dos anos. Por isso, muitos pacientes demoram a perceber que o problema está se instalando. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor no joelho: especialmente ao subir escadas, levantar-se de cadeiras ou andar por longos períodos.
     

  • Rigidez matinal: sensação de “engrenagem travada” ao acordar, que melhora com o movimento.
     

  • Estalos ou crepitações: barulhos ao dobrar ou esticar o joelho.
     

  • Inchaço: pode ocorrer após esforços ou no final do dia.
     

  • Diminuição do movimento: o joelho perde flexibilidade e amplitude de movimento.
     

  • Instabilidade: em fases mais avançadas, o joelho pode “falsear” ou parecer inseguro.
     

Com o avanço da artrose, a dor pode persistir mesmo em repouso e limitar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do desgaste do joelho começa com a avaliação clínica. O ortopedista especializado em joelho irá considerar:

  • Histórico clínico: tipo de dor, tempo de evolução, fatores desencadeantes e limitações.
     

  • Exame físico: avaliação da mobilidade, pontos de dor, crepitações e deformidades.
     

  • Exames de imagem:
     

    • Raio-X do joelho: mostra o estreitamento do espaço articular, presença de osteófitos (“bicos de papagaio”) e deformidades ósseas.
       

    • Ressonância magnética: fornece uma visão detalhada da cartilagem, meniscos, ligamentos e presença de derrames articulares.
       

    • Ultrassonografia: pode ser útil para avaliar inflamações e bursites associadas.
       

Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de preservar a articulação com medidas conservadoras.

Quais os graus de desgaste do joelho?

A artrose do joelho é classificada em quatro graus, segundo a escala de Kellgren-Lawrence:

  • Grau 1: alterações iniciais, com leve redução do espaço articular.
     

  • Grau 2: estreitamento moderado e início de osteófitos.
     

  • Grau 3: desgaste significativo, com dor frequente e perda de mobilidade.
     

  • Grau 4: estágio avançado, com cartilagem praticamente ausente e dor intensa mesmo em repouso.
     

O tratamento é ajustado conforme o grau e os sintomas de cada paciente.

Quais são os tratamentos para desgaste do joelho?

O tratamento do desgaste do joelho pode ser dividido entre abordagens conservadoras e cirúrgicas, dependendo do grau da lesão, idade e perfil do paciente.

Tratamento conservador

É a primeira linha de cuidado e visa aliviar a dor, preservar a função e retardar a progressão da artrose:

  • Fisioterapia: foco em fortalecimento do quadríceps, alongamento, equilíbrio e treino funcional.
     

  • Perda de peso: reduz a sobrecarga articular e alivia os sintomas.
     

  • Uso de palmilhas ou órteses: para melhorar o alinhamento e distribuir a carga.
     

  • Medicamentos: anti-inflamatórios, analgésicos e protetores de cartilagem.
     

  • Suplementos orais: como colágeno tipo II, glicosamina e condroitina.
     

  • Infiltrações:
     

    • Corticoide: alívio rápido da inflamação.
       

    • Ácido hialurônico (viscossuplementação): restaura a lubrificação articular e melhora o amortecimento.
       

Tratamento cirúrgico

Indicado em casos de desgaste avançado com dor intensa e limitação funcional:

  • Artroscopia: indicada em casos selecionados para remover fragmentos soltos ou tratar lesões associadas.
     

  • Osteotomia: realinha o joelho para redistribuir a carga.
     

  • Prótese de joelho (artroplastia): substituição total ou parcial da articulação em casos graves.
     

Leia também: Exercícios preventivos para fortalecimento e proteção do joelho

Quando procurar um especialista?

O desgaste do joelho é uma condição comum, especialmente com o avanço da idade e a prática de atividades que sobrecarregam as articulações. Porém, quando diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada, é possível reduzir a dor, melhorar a mobilidade e evitar procedimentos invasivos.

Se você tem apresentado dores frequentes no joelho, rigidez, perda de mobilidade ou dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, não ignore os sinais. O desgaste do joelho, quando tratado precocemente, pode ser controlado e até desacelerado. Agende uma consulta com o Dr. Itamar Neto para um atendimento completo, diagnóstico preciso e tratamento especializado. 

Perguntas frequentes sobre desgaste do joelho 

1. O desgaste do joelho tem cura?

O desgaste do joelho (osteoartrite ou artrose) não tem cura definitiva, pois é uma condição degenerativa. No entanto, é possível controlar os sintomas e desacelerar a progressão da doença com tratamentos conservadores, mudanças no estilo de vida e, em casos mais graves, intervenções cirúrgicas.

2. Desgaste do joelho pode virar cirurgia?

Sim. Quando os tratamentos clínicos e fisioterapêuticos não aliviam mais os sintomas e o paciente tem dor constante, limitação funcional severa ou perda de qualidade de vida, o médico pode indicar cirurgia. A mais comum nesses casos é a artroplastia do joelho (prótese total ou parcial).

3. Como dormir com dor por desgaste no joelho?

Para aliviar a dor ao dormir, é recomendado evitar posições que forcem o joelho, como dormir de lado sem apoio. Colocar um travesseiro entre as pernas (se dormir de lado) ou sob os joelhos (se dormir de costas) pode ajudar a manter a articulação em posição neutra. O uso de analgésicos prescritos e aplicação de compressas mornas antes de deitar também pode ajudar.

4. Quem tem desgaste no joelho pode praticar atividade física?

Sim, e a atividade física é recomendada, desde que adaptada. Exercícios de baixo impacto, como caminhada leve, hidroginástica, bicicleta ergométrica e pilates, ajudam no fortalecimento muscular e na manutenção da mobilidade. O ideal é realizar essas atividades com acompanhamento de um fisioterapeuta ou educador físico capacitado, sempre com orientação médica.

5. Desgaste do joelho causa inchaço?

Sim. O inchaço é um sintoma comum do desgaste do joelho, especialmente após esforço físico. Ele ocorre por inflamação na articulação ou acúmulo de líquido sinovial, que tende a aumentar conforme o avanço da artrose. Em alguns casos, pode haver também formação de cisto de Baker, uma bolsa de líquido na parte de trás do joelho.

6. Existe algum suplemento que ajuda no desgaste do joelho?

Existem suplementos que podem ser utilizados como coadjuvantes no tratamento, como colágeno tipo II, glicosamina, condroitina e ácido hialurônico oral. Eles não “curam” a artrose, mas podem contribuir para a manutenção da cartilagem e ajudar na redução da inflamação em casos leves ou moderados. É fundamental usar apenas com prescrição médica.

7. Qual a diferença entre artrose e artrite no joelho?

A artrose do joelho (ou osteoartrite) é uma doença degenerativa causada pelo desgaste da cartilagem, enquanto a artrite é uma inflamação que pode ter origem autoimune (como a artrite reumatoide), infecciosa ou traumática. Ambas causam dor e rigidez, mas as causas, evolução e tratamentos são diferentes.