Itamar Alves Barbosa Neto - Doctoralia.com.br

Blog

Logo Dr.Itamar Neto
  • Por: Dr. Itamar
  • 07/08/2025

Artroplastia: o que é, quando é indicada e como funciona

A artroplastia é uma cirurgia que pode transformar vidas. Quando a dor no joelho ou no quadril passa a limitar atividades simples como subir escadas, caminhar ou até sair da cama, é sinal de que a articulação está seriamente comprometida. Para pacientes com artrose avançada ou lesões graves, esse desconforto constante compromete a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida.


Quando fisioterapia, medicamentos e infiltrações já não são suficientes para controlar os sintomas, a artroplastia surge como uma alternativa segura e eficaz. Essa cirurgia de substituição articular tem permitido que milhares de pessoas voltem a se movimentar com liberdade, conforto e confiança — recuperando o prazer nas tarefas mais simples do dia a dia.

 

Neste blog, você vai entender o que é a artroplastia, quando ela é indicada, como é realizada, quais os tipos mais comuns, como é a recuperação e os cuidados necessários após o procedimento.

O que é artroplastia?

Artroplastia é o nome dado ao procedimento cirúrgico que substitui total ou parcialmente uma articulação danificada por uma prótese. Essa prótese pode ser feita de metal, cerâmica ou polietileno e tem como objetivo restaurar os movimentos articulares, aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Geralmente, a artroplastia é indicada quando há desgaste grave da cartilagem articular, como ocorre em casos de artrose ou doenças reumatológicas, ou ainda após fraturas complexas ou falhas em cirurgias anteriores.

Quando a artroplastia é indicada?

A artroplastia costuma ser recomendada quando:

  • O paciente sofre com dor intensa e contínua que afeta as atividades diárias;
     

  • Os tratamentos não cirúrgicos não oferecem melhora satisfatória;
     

  • Existe perda de mobilidade ou deformidade da articulação;
     

  • A cartilagem está gravemente comprometida por doenças degenerativas ou inflamatórias;
     

  • Fraturas articulares impedem a reconstrução eficaz da articulação original.
     

As articulações mais comumente tratadas com artroplastia são: joelho, quadril, ombro, cotovelo e, mais raramente, os dedos.

Principais tipos de artroplastia

A artroplastia é uma cirurgia altamente personalizada, cuja escolha do tipo depende de fatores como a articulação acometida, o grau de comprometimento estrutural, o nível de atividade física do paciente e a presença de outras comorbidades. Existem diferentes modalidades do procedimento, cada uma indicada para situações específicas e com benefícios distintos. Entender as opções disponíveis é essencial para tomar uma decisão segura e alinhada às expectativas do paciente. A seguir, conheça os principais tipos de artroplastia realizados na prática ortopédica:

Artroplastia total

A artroplastia total é a forma mais comum do procedimento, especialmente em articulações como joelho e quadril. Nela, todas as superfícies articulares danificadas são removidas e substituídas por componentes protéticos, geralmente compostos por metal, cerâmica ou polietileno. 

Esse tipo de cirurgia é indicado para pacientes com artrose avançada, artrite reumatoide ou desgaste severo da articulação, proporcionando alívio significativo da dor, correção de deformidades e melhora da mobilidade.

Artroplastia parcial (ou unicondilar)

Também conhecida como artroplastia unicondilar, essa técnica é indicada quando apenas uma parte da articulação está comprometida, como a região medial ou lateral do joelho. Por ser menos invasiva, preserva uma maior quantidade de estruturas naturais da articulação, o que facilita a recuperação e pode manter uma sensação mais próxima do movimento original. 

É ideal para pacientes com desgaste localizado, boa estabilidade ligamentar e alinhamento adequado do membro.

Artroplastia de revisão

A artroplastia de revisão é indicada para casos em que uma prótese implantada anteriormente apresenta falhas, como desgaste dos componentes, soltura, infecção ou desalinhamento. Trata-se de um procedimento mais complexo do que a cirurgia primária, pois requer a retirada da prótese antiga, avaliação de tecidos danificados e implantação de novos componentes adaptados à situação atual da articulação. 

Mesmo com maior grau de dificuldade técnica, os resultados podem ser bastante satisfatórios quando realizados por equipes experientes.

 

Como é feita a cirurgia de artroplastia?

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia peridural ou geral. Após a remoção das estruturas danificadas, o cirurgião ortopedista posiciona os componentes protéticos com precisão, garantindo o alinhamento e a mobilidade articular.

O procedimento pode durar entre 1 e 3 horas, dependendo da articulação e da complexidade do caso. Após o término, o paciente é encaminhado para a recuperação anestésica e, geralmente, permanece hospitalizado por alguns dias.

Leia também: Artrocentese: Indicações, benefícios e como é feita

Como é a recuperação após a artroplastia?

A recuperação após a artroplastia varia de acordo com a articulação operada, o tipo de prótese e o estado de saúde do paciente. No entanto, alguns pontos são comuns:

  • Fisioterapia precoce: geralmente começa ainda no hospital, no dia seguinte à cirurgia, com foco em restaurar os movimentos e fortalecer a musculatura;
     

  • Uso de muletas ou andador: nas primeiras semanas, para evitar sobrecarga e permitir a cicatrização adequada;
     

  • Medicações: analgésicos e anticoagulantes são usados para controle da dor e prevenção de tromboses;
     

  • Cuidados com a ferida cirúrgica: essenciais para evitar infecções;
     

  • Revisões periódicas com o ortopedista: para avaliar a evolução do quadro e o posicionamento da prótese.
     

O tempo médio de recuperação funcional varia entre 6 semanas e 6 meses, sendo que a maioria dos pacientes retorna às suas atividades habituais com maior conforto e qualidade de vida.

Benefícios da artroplastia

Entre os principais benefícios da artroplastia, destacam-se:

  • Alívio significativo ou total da dor crônica;
     

  • Melhora da mobilidade articular;
     

  • Redução da rigidez e da limitação de movimentos;
     

  • Retorno à prática de atividades físicas leves;
     

  • Melhora da postura e do equilíbrio;
     

  • Aumento da autonomia e bem-estar.
     

Quais os riscos da artroplastia?

Apesar de ser uma cirurgia segura e amplamente realizada, a artroplastia, como qualquer procedimento cirúrgico, envolve alguns riscos, como:

  • Infecção da prótese ou da ferida operatória;
     

  • Tromboembolismo venoso (formação de coágulos);
     

  • Rigidez articular ou limitação de movimentos;
     

  • Soltura precoce da prótese;
     

  • Necessidade de nova cirurgia no futuro.
     

A escolha de um ortopedista experiente, os cuidados no pós-operatório e o seguimento adequado minimizam esses riscos e garantem maior longevidade da prótese.

Vida após a artroplastia: o que esperar?

Após a recuperação total, muitos pacientes voltam a realizar atividades que antes estavam limitadas, como:

  • Caminhadas sem dor;
     

  • Subir e descer escadas com mais segurança;
     

  • Praticar esportes de baixo impacto, como natação e bicicleta;
     

  • Dormir melhor e ter menos necessidade de medicações;
     

  • Realizar tarefas domésticas e profissionais com mais autonomia.
     

A durabilidade das próteses varia entre 15 e 25 anos, dependendo dos cuidados, do tipo de atividade física e da qualidade da prótese utilizada.

Agende sua consulta com o Dr. Itamar Neto

A artroplastia representa uma verdadeira revolução no tratamento de doenças articulares avançadas. Indicada para pessoas que não obtiveram sucesso com tratamentos conservadores, ela oferece alívio da dor, melhora da função e retomada da qualidade de vida.

Se você está enfrentando limitações articulares, sente dores intensas no joelho, quadril ou outra articulação, e já tentou outros métodos sem sucesso, é hora de considerar essa alternativa com o apoio de um especialista.

O Dr. Itamar Neto é ortopedista e traumatologista com foco no tratamento de joelho e procedimentos avançados como a artroplastia. Com experiência, empatia e uma abordagem baseada em evidências, ele oferece acompanhamento completo para garantir sua recuperação com segurança. Agende sua consulta agora mesmo e descubra se a artroplastia é o melhor caminho para você.

Peguntas frequentes sobre artroplastia

1. Qual a diferença entre prótese cimentada e não cimentada?

A prótese cimentada utiliza um tipo de cimento ortopédico para fixá-la ao osso, sendo indicada principalmente para pacientes mais idosos ou com baixa densidade óssea. Já a não cimentada tem uma superfície porosa que permite o crescimento do osso ao redor, promovendo fixação biológica — é preferida em pacientes mais jovens e com boa qualidade óssea.

2. Posso passar por artroplastia mesmo com outras doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão?

Sim, muitos pacientes com condições como diabetes, hipertensão ou doenças cardíacas realizam artroplastia com segurança. No entanto, é fundamental que essas doenças estejam bem controladas antes da cirurgia e que o ortopedista trabalhe em conjunto com os outros especialistas do paciente.

3. Quanto tempo depois da artroplastia posso voltar a dirigir?

A maioria dos pacientes retorna a dirigir entre 4 e 8 semanas após a artroplastia, dependendo da articulação operada (joelho ou quadril), do lado operado e da recuperação individual. A decisão deve sempre ser tomada com liberação médica, após avaliação da mobilidade, do reflexo e da força muscular.

4. A artroplastia impede de passar por exames como ressonância magnética?

Na maioria dos casos, as próteses modernas são compatíveis com exames de imagem, incluindo a ressonância magnética. Contudo, a qualidade do exame pode ser reduzida na área da prótese devido a artefatos metálicos. É importante avisar o radiologista sobre a presença da prótese antes do exame.

5. É possível fazer fisioterapia antes da cirurgia para ajudar na recuperação?

Sim! A chamada "preparação pré-operatória" com fisioterapia pode fortalecer os músculos ao redor da articulação, melhorar a amplitude de movimento e facilitar a recuperação no pós-operatório. Além disso, o paciente já se familiariza com os exercícios e o processo fisioterapêutico.

6. A prótese pode ser rejeitada pelo corpo?

A rejeição no sentido imunológico, como ocorre com órgãos transplantados, não acontece com próteses ortopédicas. No entanto, o corpo pode apresentar reações inflamatórias ou infecções, que podem comprometer o resultado da cirurgia. É por isso que o acompanhamento pós-operatório rigoroso é essencial.